Vidros 'suados', toalhas que não secam: entenda por que a umidade tomou conta das casas em SP
Umidade alta deixa casas úmidas e favorece aparecimento de mofo em SP; entenda A combinação de chuva, temperaturas mais baixas e pouca presença de sol tem d...
Umidade alta deixa casas úmidas e favorece aparecimento de mofo em SP; entenda A combinação de chuva, temperaturas mais baixas e pouca presença de sol tem deixado o ar mais úmido em São Paulo nos últimos dias. Dentro de casa, o excesso de umidade pode ser percebido em situações como pisos e azulejos molhados, paredes úmidas, espelhos e janelas embaçados e roupas que demoram mais para secar. Segundo o meteorologista Cesar Soares, a explicação está na umidade relativa do ar, que tem permanecido elevada. Em períodos de chuva, ela pode chegar a 100%. Com pouco sol e temperaturas mais baixas, a água presente nos ambientes não consegue evaporar com facilidade e acaba se condensando nas superfícies mais frias. “A gente está com essa condição de tudo mais úmido dentro de casa, chão um pouco mais molhado, azulejo, parede, e a resposta está na umidade relativa do ar, que está muito elevado ao longo dos últimos dias”, explicou Soares ao g1. O meteorologista afirmou que a umidade relativa tem ficado em torno de 80% a 90% e pode chegar a 100% durante momentos de chuva. Como há poucos períodos de sol, não há tempo suficiente para que a água evapore. “Estamos com 100% de umidade relativa do ar e curtíssimos períodos com sol, o que não tem sido suficiente para ter evaporação dessa água. O que resta para esse ar é condensar nas áreas mais frias que ele encontra, então os azulejos, o piso”, completa. A situação também ajuda a explicar por que tudo leva mais tempo para secar. “A roupa no varal não vai secar de jeito nenhum”, afirmou o especialista. Umidade favorece o mofo dentro de casa Com a sequência de dias chuvosos, é comum que moradores mantenham portas e janelas fechadas por mais tempo. A menor circulação de ar, associada à umidade, pode criar condições favoráveis para o aparecimento de mofo. O mofo é formado por colônias de fungos que se desenvolvem em ambientes úmidos, quentes e com pouca ventilação. As manchas podem aparecer em paredes, roupas, móveis e até eletrodomésticos. Além dos danos materiais, o mofo pode trazer consequências para a saúde. Segundo o diretor da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, Pedro Giavina-Bianchi, os fungos podem desencadear crises de asma e rinite alérgica. Como evitar que o mofo se espalhe A principal orientação é reduzir a umidade e melhorar a circulação de ar dentro dos ambientes. Mesmo em dias chuvosos, quando houver uma pausa na chuva, a recomendação é abrir portas e janelas para permitir a ventilação. Também é importante secar superfícies que estejam molhadas, como pisos, azulejos e espelhos. Para manchas de mofo que já apareceram na parede, o biólogo Gladyston Costa, do Centro de Zoonoses de São Paulo, orientou o uso de uma solução com água sanitária e água em partes iguais. A recomendação apresentada foi aplicar a solução sobre o bolor e aguardar 10 minutos antes de passar um pano limpo e umedecido. Já outra mistura popular, de vinagre de maçã com água sanitária, não deve ser usada, pois a combinação pode gerar uma mistura química prejudicial à saúde. A orientação, portanto, é evitar que a umidade permaneça acumulada dentro de casa: secar as superfícies, aproveitar as pausas na chuva para abrir portas e janelas e deixar o ar circular são medidas que ajudam a dificultar a proliferação do mofo.