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TJ define onde deve ser julgada mãe denunciada por matar filha envenenada no interior de SP, diz defesa

TJ vai definir comarca que julgará caso Nathália Garnica O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) definiu que Elizabete Arrabaça, acusada pela ...

TJ define onde deve ser julgada mãe denunciada por matar filha envenenada no interior de SP, diz defesa
TJ define onde deve ser julgada mãe denunciada por matar filha envenenada no interior de SP, diz defesa (Foto: Reprodução)

TJ vai definir comarca que julgará caso Nathália Garnica O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) definiu que Elizabete Arrabaça, acusada pela morte da filha Nathália Garnica, pode ser julgada pela comarca de Pontal (SP). A informação foi divulgada pela defesa de Arrabaça. O g1 pediu um posicionamento ao TJ, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O imbróglio se deu pelo fato de, inicialmente, as Justiças de Pontal e Ribeirão Preto (SP) recusarem o caso. No caso da de Pontal, a juíza titular, Bruna Araújo Capelin Matioli, alegou conexão probatória do processo que investiga a morte de Nathália com o processo da morte de Larissa Rodrigues e determinou que eles fossem julgados juntos. Larissa era nora de Arrabaça, também suspeita desse crime. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Com as negativas das duas comarcas, a decisão sobre a competência do julgamento ficou sob responsabilidade de um órgão superior, no caso, o Tribunal de Justiça de São Paulo. LEIA TAMBÉM Juíza de Pontal transfere para Ribeirão processo que julga mãe por matar a filha envenenada Presa em Tremembé, investigada por mortes de nora e filha tem ajudante e participa de coral Ré por morte da nora é denunciada pelo MP também por homicídio da filha no interior de SP Mulher acusada de matar nora e indiciada por assassinar filha age como serial killer Ambas as mortes foram por envenenamento (veja abaixo). Arrabaça já é ré no processo que investiga a morte de Larissa, mas ainda consta como denunciada no processo que investiga a morte de Nathália. Os advogados Bruno Corrêa Ribeiro e João Pedro Soares Damasceno, que defendem a suspeita, disseram nesta quinta-feira (26) que o TJ apontou que não há "conexão entre os delitos, pois teriam sido praticados contra vítimas diferentes, em condições de tempo e espaço distintos, sem vínculo material ou instrumental entre as condutas, a justificar a reunião dos feitos para julgamento conjunto". A defesa afirmou também que já esperava essa decisão e que agora aguarda a comunicação do TJ à Justiça de Pontal, com eventual recebimento da denúncia e abertura de prazo para resposta às acusações. Nathália Garnica, Elizabete Arrabaça, Larissa Rodrigues, Ribeirão Preto, SP Reprodução/g1 Vítimas foram envenenadas com substâncias diferentes Nathália e Larissa foram mortas com um veneno popularmente conhecido como 'chumbinho', mas as substâncias administradas para cada uma das vítimas são diferentes, de acordo com laudos toxicológicos. Além disso, os casos se diferem também na questão das testemunhas que deverão ser ouvidas durante os processos. Elizabete está presa preventivamente na Penitenciária de Tremembé desde o dia 20 de agosto. Ela nega qualquer participação nas mortes da filha ou da nora. A transferência ocorreu a pedido do próprio advogado dela, que alegou questões de segurança na Penitenciária de Votorantim (SP), uma vez que novas detentas com histórico de violência chegariam no local à época. Morte de Nathália Garnica Nathália Garnica morreu aos 42 anos, no dia 9 de fevereiro deste ano, em Pontal, onde morava. Um dia antes, Elizabete Arrabaça esteve com a filha na casa dela. À época, o boletim de ocorrência chegou a ser registrado como morte natural. Quando as investigações sobre a morte da cunhada, Larissa Rodrigues, começaram, um laudo toxicológico apontou que a professora tinha sido envenenada com chumbinho. Elizabete e Luiz Antônio Garnica, irmão de Nathália, foram presos no dia 6 de maio, por suspeita de participação na morte de Larissa. Como o intervalo de tempo entre os dois casos era curto, a polícia passou a investigar também a morte de Nathália. No dia 23 de maio, o corpo dela foi exumado para ser analisado. No dia 17 de junho, o laudo toxicológico confirmou que Nathália também tinha morrido envenenada por chumbinho. Por conta da similaridade dos casos e também por ter sido a última pessoa a estar com as duas vítimas, Elizabete, que já era investigada pela morte da nora, Larissa, passou a ser investigada pela morte da filha, Nathália. Nathália Garnica, Elizabete Arrabaça, Ribeirão Preto, SP Reprodução/g1 Processo que investiga morte de Larissa A audiência de instrução do processo que investiga a morte de Larissa ouviu no dia 14 de outubro Luiz Garnica e a mãe, Elizabete Arrabaça. O médico manteve a acusação contra a mãe, negou participação no crime e acusou Elizabete também pela morte da irmã. Também ouvida, Elizabete negou qualquer envolvimento com a morte da nora e desqualificou as alegações feitas por ela, em uma carta enviada da prisão em 31 de maio, onde mencionava que a vítima havia morrido após tomar um remédio que estava com veneno de rato na noite anterior à morte. Luiz Antônio Garnica, Larissa Rodrigues, Elizabete Arrabaça, Ribeirão Preto, SP Reprodução/g1 Elizabete dizia que nem ela nem Larissa sabiam que a substância estava na medicação para a dor do estômago que haviam tomado. O médico e a mãe respondem por feminicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima e estão presos desde maio. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

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