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Sargento que matou esposa com tiros e 51 facadas em clínica médica vai a júri popular

Sargento acusado de matar esposa em uma clínica médica vai a júri popular O sargento da Polícia Militar Samir do Nascimento Rodrigues Carvalho, acusado de m...

Sargento que matou esposa com tiros e 51 facadas em clínica médica vai a júri popular
Sargento que matou esposa com tiros e 51 facadas em clínica médica vai a júri popular (Foto: Reprodução)

Sargento acusado de matar esposa em uma clínica médica vai a júri popular O sargento da Polícia Militar Samir do Nascimento Rodrigues Carvalho, acusado de matar a esposa e tentar matar a filha em uma clínica médica em Santos, no litoral de São Paulo, vai a júri popular. Segundo apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, a data do julgamento ainda não foi marcada. O crime aconteceu no dia 7 de maio de 2025, na Avenida Pinheiro Machado, no bairro Marapé. Samir foi preso em flagrante após matar Amanda Fernandes Carvalho com três tiros e 51 facadas. A filha do casal, de 10 anos, também foi atingida por disparos, mas sobreviveu após ficar internada por seis dias. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. A juíza Thais Caroline Brecht Esteves analisou os depoimentos apresentados na denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), e constatou que há indícios suficientes para que o sargento seja levado ao Tribunal do Júri. Samir Carvalho matou a esposa a tiros dentro de clínica médica em Santos (SP) Redes sociais e Daniela Rucio/TV Tribuna Samir responderá por homicídio qualificado contra a esposa, e tentativa de homicídio contra a filha, sendo que alguns agravantes devem ser considerados. Veja abaixo: ➡️Crime praticado por meio cruel; ➡️Com uso de arma de fogo; ➡️Sem chance de defesa da vítima; ➡️Na frente da filha menor de idade; ➡️Contra mulher em contexto de violência doméstica. O acusado está detido no Presídio da Polícia Militar Romão Gomes, em São Paulo. O g1 entrou em contato com o escritório Oliveira Campanini Advogados, responsável pela defesa dele, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Desdobramentos: Sargento se recusou a fazer exame de sanidade mental: 'Zureta por conveniência', diz MP Versão dos PMs: Policial diz que procurou abrigo enquanto sargento matava a esposa Relato do dono da clínica: Médico revela que mulher morreu com faca cravada no pescoço Investigação Samir Carvalho matou a esposa Amanda Fernandes em Santos, SP Redes sociais e Vanessa Rodrigues/A Tribuna Jornal Segundo a delegada Deborah Lázaro, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos, o fato de o sargento ter ido para a clínica médica com um revólver e um punhal comprovou a premeditação do crime. Estas, inclusive, foram as armas usadas para matar Amanda. Ainda de acordo com Deborah, o sargento premeditou o crime por acreditar que estava sendo traído. Durante as investigações, a delegada afirmou ter sido comprovado que Amanda não tinha um relacionamento extraconjugal, ou seja, fora do casamento com Samir. Os laudos e depoimentos de todos os envolvidos foram juntados no inquérito policial, encaminhado ao Fórum de Santos. Para a delegada, a reconstituição do crime, realizada no dia 22 de maio de 2025, foi essencial para o esclarecimento da dinâmica da ocorrência e conclusão do inquérito. Sobre os policiais militares que atenderam a ocorrência e estavam no momento do crime, a delegada afirmou que a conduta deles estava sendo investigada pelo inquérito da PM, que deve apontar se eles serão penalizados. Justiça torna réu Amanda Fernandes e Samir Carvalho (à esq.) e laudo do IML (à dir.) Redes Sociais e Reprodução O MP solicitou uma pena mínima de 70 anos ao sargento, em denúncia oferecida pelo promotor Fabio Perez Fernandez. O órgão também pediu a fixação de uma indenização no valor mínimo de R$ 100 mil para os herdeiros de Amanda, além da quantia de R$ 50 mil à filha que presenciou o crime. O juiz da Vara do Júri/Execuções do Foro de Santos, Alexandre Betini, acolheu os pedidos do MP-SP e tornou Samir réu por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. Segundo apuração do g1 junto à Justiça Militar, a prisão do sargento resultou na chamada agregação militar, condição que o coloca como inativo temporariamente. Nessa condição, ele perde o direito ao salário e o tempo de serviço não é contabilizado. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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