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Museu reúne acervo de 400 peças e fardas costuradas por mulheres de combatentes na Revolução de 1932

Dia da Revolução Constitucionalista: museu reúne 400 peças históricas em Rio Preto Muito antes de os uniformes chegarem às frentes de batalha da Revoluç...

Museu reúne acervo de 400 peças e fardas costuradas por mulheres de combatentes na Revolução de 1932
Museu reúne acervo de 400 peças e fardas costuradas por mulheres de combatentes na Revolução de 1932 (Foto: Reprodução)

Dia da Revolução Constitucionalista: museu reúne 400 peças históricas em Rio Preto Muito antes de os uniformes chegarem às frentes de batalha da Revolução Constitucionalista de 1932, eles passavam pelas mãos de um grupo de mulheres de São José do Rio Preto (SP). Reunidas em um clube da cidade, elas costuravam as fardas que seriam usadas pelos combatentes. Enquanto os paulistas seguiam para as frentes de batalha, elas transformavam tecidos em fardas, que, mais de nove décadas depois, continuam preservadas em um museu instalado na sede do Comando de Policiamento do Interior Cinco (CPI-5) em Rio Preto. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Celebrado nesta quinta-feira (9), o Dia da Revolução Constitucionalista relembra o movimento iniciado em 1932, quando São Paulo se voltou contra o governo provisório de Getúlio Vargas em defesa de uma nova Constituição. Embora derrotado militarmente, o movimento se tornou um dos principais marcos da história paulista e é lembrado anualmente como feriado estadual. Peças são preservadas em museu em Rio Preto (SP) CPI-5/Divulgação Quem passa pela sede do CPI-5 talvez não imagine que, atrás dos portões do quartel, está preservada uma parte importante da história de São Paulo. Criado em maio de 2013, o museu em Rio Preto preserva um acervo de mais de 400 peças históricas e homenageia os militares e voluntários que participaram direta ou indiretamente do conflito. Entre os principais destaques estão armamentos, munições, granadas, uniformes, capacetes, equipamentos militares, fotografias, jornais, revistas, cartazes e documentos originais da época. Ao g1, a tenente da Polícia Militar Luciana Veríssimo dos Santos, de 38 anos, contou que grande parte das peças pertenceu aos próprios combatentes da Revolução Constitucionalista e foi doada por ex-integrantes do movimento ou por descendentes. "Mais do que preservar objetos históricos, o museu busca transmitir valores como civismo, patriotismo, respeito às instituições democráticas e à Constituição. Conhecer a história da Revolução Constitucionalista permite valorizar o legado daqueles que contribuíram para esse momento marcante da história paulista", comenta a tenente. Polícia Militar em São José do Rio Preto (SP) Reprodução/Google Street View 🪡 Participação de Rio Preto Embora os principais confrontos da Revolução Constitucionalista tenham ocorrido em outras regiões do estado, Rio Preto teve papel importante na mobilização paulista. Também procurada pelo g1, a Sociedade Veteranos de 32 (MMDC) explicou que, favorecida pela malha ferroviária, a cidade tornou-se um centro de envio de combatentes, equipamentos e suprimentos para as frentes de batalha. Entre os destaques está o trabalho das mulheres de Rio Preto, que utilizavam um antigo clube da cidade para confeccionar uniformes destinados aos soldados constitucionalistas. 🪖 Peças que contam a história Tenente Antonio dos Santos Galante foi combatente na Revolução de 1932 Quem Faz História/Divulgação O museu também preserva documentos, pesquisas e registros sobre os combatentes que participaram da Revolução Constitucionalista. Isso porque cerca de 400 pessoas oriundas do noroeste paulista morreram durante o conflito. Um dos itens mais valiosos do museu é o conjunto de objetos que pertenceu ao Tenente Antonio dos Santos Galante, combatente que dá nome ao espaço. A participação no movimento em prol da Constituição demonstrou cedo a inclinação para a liderança e a defesa de princípios democráticos. O acervo preserva o uniforme original, capacete, armamentos, munições e até dois pratos metálicos utilizados por ele durante a campanha militar. Além da atuação na Revolução, Galante teve papel importante na política regional e foi prefeito de Cedral (SP) por cinco mandatos. De acordo com a tenente, praticamente todas as peças expostas são originais. Apenas um dos uniformes foi reconstituído para fins expositivos, tendo como referência o traje utilizado pelo próprio Tenente Galante. LEIA MAIS: GESTO DE AMOR: mãe cumpre promessa de gravidez de risco e corta cabelo da filha pela 1ª vez aos 7 anos para doar a hospital CULTURA: FIT Rio Preto reúne mais de 30 espetáculos gratuitos e atrações internacionais DIA DO CHOCOLATE: empresário aposta em produção artesanal e saudável que pode levar até 48 horas para ficar pronta 📌 Visitação gratuita Aberto ao público desde 2013, o museu recebe visitantes gratuitamente de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, na sede do CPI-5, localizada na Avenida dos Estudantes, 1.980, no bairro Boa Vista, em São José do Rio Preto. As visitas devem ser agendadas previamente pelo telefone (17) 3203-8500, ramal 2005, junto à Seção de Relações Públicas do comando. Os registros integram o trabalho desenvolvido pela entidade, responsável pela conservação do acervo em parceria com o Comando de Policiamento do Interior Cinco (CPI-5). Historiadores e colaboradores fizeram a catalogação das peças, além de receberem e avaliarem novas doações para ampliar a coleção. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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