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Galinha de apoio emocional ajuda adolescente autista a enfrentar ansiedade: 'Feita para ele', diz mãe

Galinha de apoio emocional ajuda adolescente autista a enfrentar ansiedade em Indaiatuba A rotina do adolescente Nicolas Silva, de 14 anos, em Campinas (SP), te...

Galinha de apoio emocional ajuda adolescente autista a enfrentar ansiedade: 'Feita para ele', diz mãe
Galinha de apoio emocional ajuda adolescente autista a enfrentar ansiedade: 'Feita para ele', diz mãe (Foto: Reprodução)

Galinha de apoio emocional ajuda adolescente autista a enfrentar ansiedade em Indaiatuba A rotina do adolescente Nicolas Silva, de 14 anos, em Campinas (SP), tem uma companhia especial: a galinha garnisé Pops. O animal vive com a família há quase três anos e atua como apoio emocional para o garoto, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo a mãe do jovem, a motorista de aplicativo Priscila Silva, a ave ajuda o filho a se acalmar em momentos de ansiedade e estresse. “Hoje é assim no nosso dia a dia: ele ficou nervoso com alguma coisa, na hora você vê que ele está lá com as galinhas. Já sei onde procurar. Às vezes, eu nem enxergo ele, mas aí você vai olhar e ele está lá”, conta a mãe. Questionado sobre o que sente quando está com Pops, Nicolas resume: "Me acalma". Sobre o que mais gosta na ave, ele responde, tímido: "O carinho dela". Enquanto conversava com a equipe de reportagem, Nicolas manteve Pops no colo, que ficou quietinha ali o tempo todo. A 'luz' no diagnóstico Priscila e Nicolas Silva com a galinha de apoio emocional, Pops Gabriella Ramos/g1 Priscila conta que percebeu, ainda na primeira infância, que Nicolas tinha comportamentos diferentes de outras crianças da mesma idade. Segundo ela, o menino andava na ponta dos pés e tinha dificuldade na fala. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Nicolas nasceu prematuro, aos sete meses. Aos 3 anos, desenvolveu vitiligo, o que levou a família a buscar médicos. No início, o menino foi tratado para ansiedade. O diagnóstico de autismo só veio aos 8 anos, após consulta com um neurologista. "Pra mim foi uma luz. Foi simplesmente assim: agora eu sei o que ele tem, eu sei o que fazer, o que eu preciso fazer", lembra a mãe. Hoje, Nicolas faz acompanhamento com vários profissionais de saúde. Ele já recebeu alta da fonoaudiologia e da terapia ocupacional, mas continua em tratamento psicológico e usa medicação. Durante a pandemia de Covid-19, o psiquiatra de Nicolas recomendou que ele tivesse um animal de apoio. A família tentou hamsters e já tinha cachorros, mas foi uma galinha, trazida da casa de uma amiga da avó, que despertou uma conexão diferente. Foi aos poucos que a família percebeu que Pops não era apenas mais um animal de estimação. Atualmente, ela acompanha Nicolas em algumas terapias e costuma ficar no colo ou no ombro dele dentro de casa. “Ele já entrou em posto de gasolina para pagar com a galinha no colo. Se eu deixasse, ele levaria em todo quanto é lugar”, conta a mãe. Rotina e preconceito A vida escolar de Nicolas foi marcada por episódios de preconceito. Segundo a mãe, em uma das escolas, ele sofreu agressões físicas de colegas. Em outra instituição, a família ouviu que o local "já tinha muitos alunos deficientes" e não teria vaga para mais um. Coincidentemente, a escola onde ele estuda hoje cria galinhas, e Nicolas costuma visitá-las nos intervalos. Apesar da melhora no ambiente escolar, a mãe afirma que ainda enfrenta desafios para garantir os direitos do filho. Nicolas é bolsista em um curso técnico de tecnologia da informação (TI), voltado a estudantes da rede pública. Antes, ele também participou de aulas de robótica. 'É para isso que vivo' Pops, galinha de apoio emocional Gabriella Ramos/g1 Pops é uma galinha de porte pequeno. Diferentemente de outras aves que já passaram pela casa, ela é dócil e demonstra apego quase exclusivo a Nicolas. Segundo Priscila, o contato com os animais ajudou o filho na socialização e no desenvolvimento da autonomia. O próprio Nicolas construiu uma casinha de madeira para as aves no quintal. “Ela é bonitinha, boazinha, não é barulhenta. Eu falo que essa foi feita para ele”, resume. Para a mãe, o maior objetivo é o bem-estar do adolescente. "Hoje eu penso muito no futuro dele. Eu não vou estar aqui para sempre. Quero deixar meu filho capaz de fazer tudo sozinho. É para isso que eu vivo". Enquanto Priscila falava sobre o futuro, Nicolas permanecia com Pops no colo. A cada interação, a ave emitia pequenos sons, quase como se quisesse responder, e seguia tranquila, como faz diariamente desde que passou a fazer parte da rotina da família. *Estagiária sob supervisão de Gabriella Ramos. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região ) Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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