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De estratégia para concurso a rotina: morador do interior de SP coleciona memórias como voluntário nas eleições há 30 anos

Mesário há 30 anos, morador de Presidente Prudente (SP) conta por que começou nas eleições Johnny Pinto da Silva/Arquivo pessoal O que começou há 30 anos...

De estratégia para concurso a rotina: morador do interior de SP coleciona memórias como voluntário nas eleições há 30 anos
De estratégia para concurso a rotina: morador do interior de SP coleciona memórias como voluntário nas eleições há 30 anos (Foto: Reprodução)

Mesário há 30 anos, morador de Presidente Prudente (SP) conta por que começou nas eleições Johnny Pinto da Silva/Arquivo pessoal O que começou há 30 anos como uma estratégia para passar em um concurso público virou uma rotina da qual o morador de Presidente Prudente (SP) Johnny Pinto da Silva, de 61 anos, não abriu mais mão. Servidor público concursado, ele atua como voluntário nas eleições desde 1996 e coleciona memórias dos bastidores da votação. A escolha de Johnny tem respaldo na legislação eleitoral. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), a atuação como mesário garante vantagem no critério de desempate em concursos públicos, desde que haja previsão no edital. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Outro benefício garantido ao voluntário é o direito a dois dias de folga no trabalho para cada dia de atuação, no 1º e no 2º turno, sem prejuízo do salário, além do auxílio-alimentação no valor de R$ 65 por turno, conforme a Portaria TSE nº 86/2025. Inscrições abertas para mesário nas eleições Johnny, que atua formalmente como técnico administrativo do Ministério Público Federal (MPF), começou como mesário nas eleições de 1996, quando ainda morava na cidade onde nasceu, em Ribeirão Preto. Ele se mudou para Presidente Prudente em 2002 e continuou sendo voluntário. “Entrei na vaga de um amigo, que queria sair. A minha intenção era que, à época, estava estudando para concurso público, e trabalhar nas eleições era fator de desempate. Entrei para o serviço público em 1997. Após isso, sempre trabalhei.” LEIA TAMBÉM: VÍDEO: avó viaja para a Costa Rica com a família e compara Caribe à cidade do interior de SP: 'Tô em Epitácio' Salmourão confirma morte por leishmaniose; caso é o 2º de SP em 2026 MP investiga falhas no fornecimento de energia após mais de 1,2 mil reclamações em quatro meses em Adamantina Memórias colecionadas como voluntário O morador de Presidente Prudente relembra as principais memórias que guarda das eleições em que atuou como voluntário. Em um dos casos, vivenciado no início do trabalho, pessoas com mais idade tinham dificuldades em usar as urnas eletrônicas. “No início, era bem complicado a orientação para que ela pudesse conseguir completar o voto. Imagina, há 30 anos, quando o mundo digital estava engatinhando, era bem complicado, mas, na minha seção, nunca anulei ou suspendi um voto, sempre consegui orientar, com calma e paciência, o eleitor que tinha dificuldades, quaisquer que fossem elas”. Em outras situações, o voluntário afirma que já se deparou com eleitor bêbado que causou certo transtorno na seção, além de imprevistos com as próprias urnas ou com o colégio eleitoral, como falta de energia na sala de votação e porta trancada, sem chave, por exemplo. Segundo Johnny, a situação mais curiosa que ele já vivenciou até agora foi quando morava em Piracicaba (SP), antes de se mudar para Presidente Prudente. “Quando o presidente da minha seção esqueceu de votar, sendo que ele votava na seção que ele presidia. Só lembrou quando já tinha encerrado a votação”, descreve. Pai influenciou a filha a ser voluntária nas eleições; ela pretendia passar no concurso público igual ele conseguiu há quase 30 anos Johnny Pinto da Silva/Arquivo pessoal Carreira e cidadania Com a carreira conquistada um ano após atuar nos bastidores das eleições, Johnny percebeu outros benefícios em ser voluntário. Ele começou como mesário e já atuou como secretário de uma seção só para justificativas, no segundo turno. Depois, ele foi presidente da seção por diversas eleições, até que recebeu o convite para ser chefe da equipe de apoio, função que exerce atualmente, na Escola Estadual Professor Hugo Miele. “Só não trabalhei nas eleições de 2020, pois estávamos na pandemia [da Covid-19], e eu era do grupo de risco, por ter problemas de asma e bronquite. De resto, trabalhei em todas…” Johnny afirma que a ex-esposa também o incentivou a trabalhar como mesário, pois ela já trabalhava quando ele começou. A influência dos pais contribuiu para que a filha também se interessasse. “Recentemente, minha filha também trabalhou com o mesmo objetivo para fins de concurso, pois ela está estudando para isso.” “Votar é um ato de cidadania, que todos devem exercer, com consciência e responsabilidade. E eu estou lá para que tudo saia bem, sem intercorrências”, completa. Eleições 2026; urna eletrônica; votação em Presidente Prudente (SP) Aline Costa/TV TEM Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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