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Cães comunitários são promovidos a 'gerente' e 'funcionário do mês' em floricultura: 'Fomos escolhidos por eles', diz comerciante

Cães comunitários encantam funcionários e clientes em Rio Preto Em meio à correria e ao vai-e-vem na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Pau...

Cães comunitários são promovidos a 'gerente' e 'funcionário do mês' em floricultura: 'Fomos escolhidos por eles', diz comerciante
Cães comunitários são promovidos a 'gerente' e 'funcionário do mês' em floricultura: 'Fomos escolhidos por eles', diz comerciante (Foto: Reprodução)

Cães comunitários encantam funcionários e clientes em Rio Preto Em meio à correria e ao vai-e-vem na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) de São José do Rio Preto (SP), dois cães comunitários conquistaram "cargos" de respeito em uma floricultura. Promovidos a "gerente" e "funcionário do mês", eles circulam pelo local recebendo dos trabalhadores não apenas carinho, mas também alimentação e cuidado. A dupla de quatro patas virou sensação nas lojas e, além de encantar funcionários, mobilizou consumidores que vão ao centro de distribuição não somente para comprar mercadorias, mas principalmente para visitá-los. Assista ao vídeo acima. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Dogão e Robertinho, como são chamados, fazem parte do grupo de cães comunitários — termo que ganhou repercussão após o caso do cachorro Orelha, mascote dos moradores da Praia Brava, em Florianópolis (SC), que comoveu o país ao ser submetido à eutanásia após ser brutalmente agredido. Um grupo de adolescentes é suspeito de ter cometido os maus-tratos. Na contramão da violência praticada contra Orelha, estão os exemplos de Dogão e Robertinho, que são protegidos, alimentados e têm até casinha garantida, além de receberem muito amor dos trabalhadores das lojas. Dogão chegou há cerca de três anos ao local e conquistou os funcionários pela simpatia. Com isso, formaram-se as mobilizações para garantir que ele vivesse bem. Rapidamente, os trabalhadores providenciaram comida, brinquedos e cama. Promovidos a 'gerente' e 'funcionário do mês', cães comunitários de distribuidora recebem cuidados de trabalhadores em São José do Rio Preto (SP) Bruno Graciani/Arquivo pessoal Initial plugin text Segundo o comerciante Bruno Graciani Eredia, dono de uma floricultura do local, o apelido surgiu após clientes brincarem que o "funcionário preguiçoso" iria dar prejuízo à loja, já que ele sempre estava dormindo. No entanto, mesmo com o comportamento tranquilo, o cão foi promovido. "Sempre que os clientes chegavam, ele [Dogão] estava dormindo, e todos brincavam dizendo que estávamos levando prejuízo por causa do 'funcionário preguiçoso'. Para entrar na brincadeira, vimos a ideia [do quadro] em algum lugar e resolvemos colocar o Dogão como funcionário do mês", explica o empresário. Já Robertinho chegou há cerca de dez meses e logo criou uma proximidade com Dogão. Segundo os funcionários, os cães são como "unha e carne". Diante dessa parceria, Robertinho também foi adotado como cão comunitário e, com isso, Dogão foi promovido a "gerente" e Robertinho passou a ser o "funcionário do mês". Dogão e Robertinho dormindo em floricultura de São José do Rio Preto (SP) Bruno Graciani/Arquivo pessoal Em uma das imagens enviadas por Bruno, é possível ver que Dogão e Robertinho tiveram suas fotos coladas em quadros emoldurados, afixados abaixo das plaquinhas de identificação dos "cargos". Veja acima. "É uma honra para nós. Dá a impressão de que fomos escolhidos por eles, porque o amor é mesmo recíproco", finaliza Bruno. Maus-tratos Durante a entrevista, Bruno também revelou que Robertinho foi vítima de maus-tratos. Por circular nas imediações da Ceagesp, o animal já sofreu episódios de agressão e acidentes, exigindo mobilização da comunidade para custear tratamentos veterinários. "Fizemos uma rifa para pagar o tratamento de quando ele apareceu com a boca machucada. Quando já tínhamos conseguido o dinheiro, ele foi atropelado e quebrou a perna. Aí, fizemos outra rifa para pagar esse novo tratamento. Felizmente, os veterinários são muito prestativos, vêm aqui, acompanham de perto e sempre nos orientam", relata. Rede de apoio Além da ajuda dos funcionários, alguns pet shops colaboram oferecendo banho aos animais quando necessário e fornecendo medicamentos e vacinas gratuitamente. Jéssica de Campos Souza, vendedora de outra loja, conta que, apesar das dificuldades, os cachorros são carinhosos e conquistam todos ao redor. "Para mim, eles são uma terapia. Em meio à correria e ao estresse do trabalho, são minha válvula de escape. Às vezes, só um carinho neles já muda completamente o meu dia. Poder cuidar e tornar a vida deles um pouco mais leve, com afeto e atenção, é muito gratificante. Sinto que, assim, consigo devolver um pouco da dignidade que, infelizmente, muitos tiraram deles", explica Jéssica. O sucesso é tão grande que até os clientes contribuem com os cuidados. Pessoas de cidades vizinhas vão ao centro de distribuição apenas para dar um "oi" aos pets. Entre eles, está a representante comercial Priscila Goulart da Silva, de 42 anos, moradora de Rio Preto. "Eu sou cliente da floricultura há um tempo e, quando vi a história deles, me encantei, fiquei mais próxima ainda. Eu me sinto parte da família. Para mim, é um prazer, me faz bem contribuir com o Dogão e o Robertinho. Eu também tenho um cachorro resgatado de maus-tratos e isso intensifica nossa relação", conta Priscila. Cão Robertinho sendo paparicado em floricultura de São José do Rio Preto (SP) Bruno Graciani/Arquivo pessoal Dogão e Robertinho recebendo carinho em floricultura de São José do Rio Preto (SP) Bruno Graciani/Arquivo pessoal *Colaborou sob supervisão de Henrique Souza Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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