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Alckmin anuncia R$ 2 bilhões para a indústria química em meio à crise no Polo Industrial de Cubatão

Alckmin anuncia R$ 2 bilhões para a indústria química em meio à crise O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Ge...

Alckmin anuncia R$ 2 bilhões para a indústria química em meio à crise no Polo Industrial de Cubatão
Alckmin anuncia R$ 2 bilhões para a indústria química em meio à crise no Polo Industrial de Cubatão (Foto: Reprodução)

Alckmin anuncia R$ 2 bilhões para a indústria química em meio à crise O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou o incentivo de R$ 2 bilhões para a indústria brasileira em meio ao momento de crise vivido pelo setor. A medida beneficiará o Polo Industrial de Cubatão, que sofre com o fechamento de fábricas e a perda de postos de trabalho. O recurso, garantido por meio de uma Medida Provisória (MP) que será assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na próxima semana, foi anunciado por Alckmin em reunião nesta terça-feira (3), em Brasília (DF). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O encontro contou com a presença de representantes da indústria química, os deputados Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) e Carlos Zarattini (PT), além de uma comitiva de Cubatão formada por vereadores, vice-prefeita e o prefeito César Nascimento (PSD). Geraldo Alckmin anunciou incentivo à indústria brasileira em reunião com comitiva de Cubatão (SP) e representantes do setor Thiago Macedo/Prefeitura de Cubatão e  Júlio César Silva/MDIC “O REIC [Regime Especial da Indústria Química] que já tem R$ 1 bilhão no orçamento para esse ano, passará para R$ 3 bilhões. Isso é importante porque estimula a manutenção dos empregos e o crescimento e a competitividade da indústria química, que é uma indústria estratégica”, disse Alckmin em vídeo publicado pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) (assista no topo da reportagem). De acordo com o presidente do Sindicato dos Químicos da Baixada Santista, Herbert Passos Filho, a região do Polo Industrial de Cubatão perdeu cerca de 7 mil postos de trabalho nos últimos 25 anos (veja abaixo). Somente no último ano, duas empresas anunciaram o fim das operações e outra fechou duas fábricas internas. Polo Industrial de Cubatão (SP) vive momento de crise Arte g1 No entanto, a medida do governo federal trará melhorias diante deste cenário, pois o valor recompõe a renúncia fiscal [política pública em que o governo abdica de arrecadar parte dos tributos voluntariamente] deste ano, melhorando a competitividade do mercado. “Evita o ‘efeito dominó’ que estamos passando. As indústrias que aderirem ao plano têm que, em contrapartida, manter o número de empregados. O orçamento de todas as indústrias prevê reinvestimento que passam a ser contemplados por esta medida”, afirmou Passos, em entrevista ao g1. Produtos importados O vice-presidente também afirmou que o governo está mobilizado para combater o ‘dumping comercial’, que é quando produtos importados entram no país abaixo do preço de custo, prática considerada desleal. “Nós estamos com 17 processos de antidumping em curso, defesa comercial legítima prevista na Organização Mundial do Comércio, para fazer a nossa indústria poder crescer e prosperar ainda mais”, afirmou Alckmin. Imagem aérea do polo industrial de Cubatão, SP Arquivo A Tribuna Crise no Polo Industrial de Cubatão Yara Brasil Passos, que também é 1º vice-presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (FEQUIMFAR), explicou que a maior parte da perda de postos de trabalho em 2025 ocorreu na Yara Brasil. Segundo ele, a empresa tinha um complexo com cinco fábricas internas e fechou duas, resultando na perda de aproximadamente 500 funcionários diretos. Em nota, a Yara informou que, no ano passado, paralisou a produção de fertilizantes fosfatados e de ácido sulfúrico em Cubatão. Porém, garantiu que a cidade segue sendo estratégica para atuação da companhia. “Com ativos de nitrogênio que representam uma vantagem competitiva, posicionados para contribuir com o negócio de forma cada vez mais sustentável em frentes estratégicas como soluções de baixo carbono, neutralidade climática e agricultura regenerativa", justificou. Ainda segundo a nota, o foco da Yara Brasil é a produção de fertilizantes nitrogenados com uma unidade de mistura e um entreposto logístico, além de duas unidades de produção de insumos industriais à base de nitrogênio, como amônia e nitratos. Unigel Também em Cubatão, a Unigel anunciou o fim das operações no início de 2026. Segundo Passos, a empresa já teve até 250 trabalhadores diretos, mas atualmente tinha cerca de 80 diretos e outros 80 terceirizados. Em nota, a Unigel informou que paralisou as atividades da fábrica de estireno e tolueno em Cubatão (SP) devido ao “contexto do ciclo de baixa sem precedentes na indústria química global”. Ainda em nota, a empresa afirmou que conduz o processo de paralisação com transparência, em diálogo com colaboradores e sindicatos, com cumprimento integral da legislação trabalhista e ambiental. Olin A Olin, que fica em Guarujá, também anunciou que interromperá as operações até março, representando mais desemprego. “No ano passado tinha 80 trabalhadores e em torno de 30 terceirizados”, afirmou Passos. De acordo com o presidente do sindicato, a empresa deve cumprir contratos até março, mas tem até setembro para fazer a limpeza e retirada de resíduos e até 2027 para concluir o encerramento documental de equipamentos, a demolição e o acompanhamento ambiental. “Nas próximas semanas, a Olin encerrará as operações do negócio de resinas Epóxi no Guarujá - Brasil, em decorrência dos altos custos locais, desafios regulatórios e excesso de capacidade global da indústria”, explicou a companhia, em nota. Segundo a empresa, a decisão permite alinhar melhor os recursos e manter o compromisso com a qualidade e confiabilidade. “Os clientes do Brasil e globalmente vão continuar sendo atendidos por meio de nossas plantas integradas e com vantagens de custos operacionais, por meio de estoque disponível para apoiar essa transição”. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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