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Policial civil preso por suspeita de cobrar propina para liberar cargas ilegais ocupou cargo na Prefeitura de São Sebastião

Corregedoria e MP fazem operação contra policiais civis de SP Um dos policiais civis presos nesta sexta-feira (28) na Operação Merx ocupou o cargo de secret...

Policial civil preso por suspeita de cobrar propina para liberar cargas ilegais ocupou cargo na Prefeitura de São Sebastião
Policial civil preso por suspeita de cobrar propina para liberar cargas ilegais ocupou cargo na Prefeitura de São Sebastião (Foto: Reprodução)

Corregedoria e MP fazem operação contra policiais civis de SP Um dos policiais civis presos nesta sexta-feira (28) na Operação Merx ocupou o cargo de secretário adjunto de Segurança Urbana de São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo. A operação investiga um grupo suspeito de cobrar propina para liberar cargas ilegais de celulares e outros eletrônicos interceptadas por policiais civis. Segundo a Prefeitura de São Sebastião, Marcos Vinícius de Souza Melo ficou menos de dois meses na função. Ele pediu para deixar o cargo na terça-feira (25), três dias antes da operação, informou a Administração. A exoneração foi publicada nesta sexta-feira (28), com data retroativa ao dia 25. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Em julho, cerca de um mês após se afastar da Polícia Civil, Marcos Vinícius assumiu um cargo na Prefeitura de São Sebastião. Segundo o Portal da Transparência de São Sebastião, ele tinha salário-base de R$ 16,1 mil no cargo. Em julho, recebeu R$ 18,3 mil em proventos, com salário líquido de quase R$ 14 mil. Ele morava em uma casa de luxo em Maresias, na Costa Sul da cidade (veja foto abaixo). A defesa de Marcos Vinícius afirma que repudia as acusações atribuídas a ele. Segundo os advogados, documentos e esclarecimentos que serão apresentados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público vão demonstrar a “absoluta improcedência” dos fatos. Casa onde morava Marcos Vinicius em São Sebastião. Reprodução Segundo as investigações, quando os policiais identificavam cargas contrabandeadas de eletrônicos, em vez de apreender toda a mercadoria, exigiam dinheiro para liberar os produtos. Os quatro episódios identificados pelo Ministério Público aconteceram em 2024, quando Marcos Vinícius era investigador da Polícia Civil em Cotia e Barueri. Segundo as investigações do Ministério Público, o esquema movimentou R$ 2,35 milhões em propina. Foram presos três policiais civis — José Adriano Nishi, Bruno dos Santos e Marcos Vinicius —, o advogado Sidiclei Almeida e o empresário do Paraná Jonathan Vieira. Além de Marcos Vinícius, foram presos os policiais civis José Adriano Pereira da Silva Nishi e Bruno Moreno dos Santos. Também foram presos o advogado Sidiclei Almeida e o empresário Jonathan Vieira. O g1 tenta localizar as defesas dos investigados. O espaço segue aberto para manifestação. Prefeitura de São Sebastião. Bruna Capasciutti/Rede Vanguarda Saída da Prefeitura A Prefeitura de São Sebastião informou que Marcos Vinícius não integra mais a administração municipal desde terça-feira (25). Segundo a administração, a saída foi solicitada pelo próprio ex-servidor, por motivos particulares, e ocorreu antes da deflagração da Operação Merx. A Prefeitura afirmou que não é parte da investigação e que prestará todos os esclarecimentos que eventualmente forem solicitados formalmente pelas autoridades. Operação contra policiais que cobravam propina de contrabandistas. Reprodução Operação Merx A operação investiga suspeitas de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo as investigações, os agentes interceptavam cargas de eletrônicos provenientes de descaminho e, em vez de apreender toda a mercadoria, exigiam dinheiro para liberar os produtos. As cobranças chegavam a cerca de 70% do valor das cargas. Além das prisões, a Justiça autorizou 18 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo, Paraná e Goiás, incluindo São Sebastião. Também determinou o bloqueio de até R$ 4 milhões em bens dos investigados. Após o cumprimento dos mandados, a Corregedoria da Polícia Civil realizou correições extraordinárias nas unidades policiais alvo da operação. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que o Estado vai afastar e punir policiais envolvidos em desvios. “Não vamos tolerar desvios”, afirmou. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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