Eleições 2026: número de candidatas cai na região de Ribeirão Preto, SP
Eleições 2026: número de candidatas cai na região de Ribeirão Preto, SP O número de mulheres candidatas nas eleições de 2026 caiu na região de Ribeirã...
Eleições 2026: número de candidatas cai na região de Ribeirão Preto, SP O número de mulheres candidatas nas eleições de 2026 caiu na região de Ribeirão Preto (SP), em comparação com o pleito de 2022, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dos 46 candidatos a deputado federal na região, apenas nove são mulheres, o equivalente a cerca de 20% do total. Já entre os 88 candidatos a deputado estadual, 32 são mulheres, o que representa aproximadamente 36%. Em comparação com as eleições de 2022, houve uma queda de 7% no número de candidatas a deputada federal e de 3% entre as concorrentes ao cargo de deputada estadual. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Para Flávia Pérez, presidente da Comissão das Mulheres Advogadas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a baixa representatividade feminina nas candidaturas é resultado de uma questão histórica. "As mulheres, na verdade, são vistas ainda como se não fossem suficientemente capazes para exercer cargos e ocupar espaços de poder e aí a gente tem um número baixo dessas candidaturas", afirma. Cartório Eleitoral faz últimas checagens antes do início da apuração em Ribeirão Preto Érico Andrade/g1 Cotas para mulheres na política A legislação eleitoral brasileira prevê cotas de gênero para candidaturas desde 1995. Inicialmente, o percentual mínimo era de 20%, mas foi ampliado para 30% em 1997. Atualmente, os partidos devem reservar pelo menos 30% das candidaturas de cada gênero nas eleições proporcionais. Flávia explica que, apesar da previsão legal, a cota mínima ainda representa um desafio para ampliar a participação feminina na política. "Desde 1995, nós temos a lei que instituiu um percentual mínimo para que as mulheres tivessem que ser pelo menos 20% das candidatas aos cargos dentro das eleições. E, em 1997, esse percentual alterou para 30%. Então, hoje nós temos esse piso e que, na verdade, é tido como um teto, essa é a grande dificuldade", diz. Segundo a advogada, a exigência de um percentual mínimo de candidaturas não garante que as mulheres consigam ocupar cargos eletivos. "Essa (lei) garante que elas vão se candidatar, mas não que elas vão ser eleitas. Então, a gente precisaria, talvez, pensar em cotas realmente para os cargos e não só para as candidaturas", afirma. Mesmo com dificuldades de caminhar, eleitoras idosas fazem questão de votar no segundo turno Érico Andrade/g1 Mulheres são maioria do eleitorado em São Paulo Apesar da queda no número de candidatas na região, as mulheres representam a maioria do eleitorado no estado de São Paulo. Segundo os dados do TSE, elas correspondem a 53% dos eleitores, enquanto os homens representam 47%. A psicóloga Sofia de Paiva vota desde os 16 anos, antes mesmo de o voto se tornar obrigatório para ela. Segundo a psicóloga, desde sua primeira experiência nas urnas, ela sentiu que poderia contribuir para a democracia. "Lembro que, ao votar para prefeito, eu já me senti importante e relevante para a democracia, para fazer a diferença, mesmo que apenas na minha cidade. Então, eu me senti pertencente e realmente condizente aos meus valores e princípios", conta. Sofia também afirma sentir falta de mais mulheres na política e diz que a representatividade feminina é um dos aspectos que considera na hora de escolher seus candidatos. "Sendo sincera, sinto falta de mulheres na política. Acho que falta um pouco dessa representatividade também. Mesmo que os candidatos apresentem pautas sobre a violência relacionada à mulher, pautas ao público feminino, eu acredito que, se a gente tivesse uma mulher, seria muito importante para a representatividade feminina", afirma. Eleições 2026; urna eletrônica; votação Aline Costa/TV TEM Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região