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Caso Larissa: MP denuncia marido PM à Justiça por feminicídio e pede R$ 100 mil de indenização para filho do casal

Vinicius Costa Silva, de 26 anos, foi preso na investigação que apura a morte da esposa dele, Larissa da Cruz Morata, de 29 anos. Reprodução/Redes Sociais O...

Caso Larissa: MP denuncia marido PM à Justiça por feminicídio e pede R$ 100 mil de indenização para filho do casal
Caso Larissa: MP denuncia marido PM à Justiça por feminicídio e pede R$ 100 mil de indenização para filho do casal (Foto: Reprodução)

Vinicius Costa Silva, de 26 anos, foi preso na investigação que apura a morte da esposa dele, Larissa da Cruz Morata, de 29 anos. Reprodução/Redes Sociais O Ministério Público (MP) denunciou nesta semana à Justiça o soldado da Polícia Militar (PM) Vinicius Costa Silva, de 26 anos, pelo feminicídio da esposa, a técnica em radiologia Larissa da Cruz Morata, de 29, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Na denúncia, o MP pede que Vinicius seja processado, pronunciado e levado a julgamento pelo crime no Tribunal do Júri. A Promotoria também requer a fixação de um valor mínimo de R$ 100 mil ao soldado de indenização para reparação dos danos causados pelo crime aos herdeiros de Larissa, entre eles o filho de 2 anos do casal. O caso ocorreu em 6 de setembro, dentro da casa onde Vinicius e Larissa moravam com a criança. O policial foi preso no dia seguinte e atualmente está detido no presídio militar Romão Gomes, na capital paulista. Vinicius nega o crime e afirma que Larissa se matou com um tiro na cabeça depois que ele pediu a separação. Segundo o Ministério Público, porém, os resultados dos exames periciais são incompatíveis com a versão de suicídio apresentada pelo policial. Perícia discorda de suicídio Perícia usar scanner 3D e luminol no caso Larissa "A versão de suicídio da vítima sustentada pelo denunciado não encontra respaldo nos elementos até então reunidos. Isso porque, o exame necroscópico identificou trajetória do projétil da esquerda para a direita, sendo a vítima destra", escreveu a promotora Camila Bonafini Pereira na denúncia. A Promotoria também pediu a conversão da prisão temporária de Vinicius em preventiva, para que ele permaneça preso durante o processo, caso a medida seja concedida pela Justiça. A acusação contra Vinicius foi apresentada à Justiça na segunda-feira (28). Até a última atualização desta reportagem não havia decisão judicial. Caso a denúncia do MP seja aceita, o soldado se tornará réu no processo. A equipe de reportagem não localizou a defesa de Vinicius para comentar o assunto. Feminicídio A técnica em radiologia Larissa era casada com o PM Vinicius. Polícia apura se ela se matou ou se foi assassinada em Embu das Artes.. Reprodução/Arquivo pessoal Segundo a denúncia, Vinicius pegou seu revólver Taurus calibre .357 Magnum, entrou no banheiro onde Larissa estava e atirou contra a cabeça dela. Para o Ministério Público, o disparo foi feito de forma repentina e inesperada, sem dar chance de defesa à vítima. Para a Promotoria, o crime é considerado feminicídio por ter sido cometido contra uma mulher no contexto de violência doméstica e familiar. A denúncia também afirma que Vinicius e Larissa mantinham uma relação íntima de afeto, viviam sob o mesmo teto e tinham um filho em comum. A perícia já havia apontado que o tiro não foi encostado na cabeça e que o disparo ocorreu a certa distância, atingindo Larissa pelas costas enquanto ela estava em pé. 19 lesões no corpo Caso Larissa: nova perícia vai usar scanner 3D e luminol na casa em que esposa de PM morreu baleada O laudo necroscópico concluiu que a causa da morte foi traumatismo craniano provocado pelo ferimento de arma de fogo. A arma usada no disparo foi encontrada sob o corpo da vítima. Além do tiro, laudo do Instituto Médico-Legal (IML) identificou 19 lesões no corpo de Larissa, entre equimoses e escoriações em regiões como pálpebras, mãos, pés, joelhos, perna e quadril. A Promotoria ainda pediu a realização e a juntada de outros exames, entre eles a perícia na arma, os exames residuográficos nas mãos de Larissa e Vinicius, o exame do local dos fatos, o exame perinecroscópico e o registro audiovisual feito no local. A família da vítima relatou episódios de ciúmes excessivos, comportamento possessivo, agressões e ameaças atribuídos ao policial. Também levantaram a possibilidade de motivação patrimonial para o crime, já que Larissa havia recebido imóveis de herança e, com a morte dela, os bens poderiam passar para Vinicius. Caso Larissa Morata: Trajetória da bala embasou pedido de prisão de PM suspeito de matar esposa

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